terça-feira, 6 de setembro de 2016

Não tendo nada além de si mesmo, notou se dono de uma grande riqueza. "Si".

sábado, 3 de setembro de 2016

A cidade está infestada.
De ratos e de mentiras.
A fumaça cobre os olhos. E o fogo vem do coração.
Não há paz, não há sossego. Não há perdão.
Saudades que andam, falam e moram em algum lugar.
Orgulhos vivos e vividos. 
A cidade já não é mais como antes. 

sábado, 27 de agosto de 2016

É só falar com você que um lado meu, que morreu, já quer viver. 
E o mais engraçado é que, o lado que ainda é vivo, morre aos poucos. 
O coração bate.
Sem ti
Senti
Sem ti
Senti
Sem ti
Senti. 
E não bate. Nada. 

segunda-feira, 18 de julho de 2016

17 de julho

Acaba, enfim, afim de começar.
Começo do fim. 
Começo do meu fim.
Pois se recomeçar, que venha meu começo. Mas o começo do começo. 
Mudado, enfim. 
Não quero o resto do fim. Não quero que volte. Quero que revolte e seja sem fim. 
Completamente em mim. Pra mim. E fim. 

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Nua

Quem seria meu amigo hoje?
Para desfazer o peso e derramar um pouco da suspeita opinião que me dei conta.
Para compartilhar o medo, apreensão. Um Pinot Grigio. Dois Carménère.
Quem poderia entender o que se passa, porque não passa? Ficou e se alojou.
O que viria a ser essa explicação esdrúxula da realidade que não deixa de ser irreal. Surreal. Desprovida de provas. Argumentação abstrata.
Quem poderia olhar comigo na mesma direção, rir, entender a satira de Van Goghzar o céu a noite e se deliciar em cada nota, tom e semi tom de Edith?
O que vem a ser o bem-estar compartilhado à dois? E por que se faz tão necessário em mim?
Hoje, sendo alva, talvez me entenda. Talvez compreenda. Repreenda. Mas seja!
Podemos tagarelar, descompassar no tango e exigir um pouco mais de Caetano.
Vamos nos dar a liberdade de ser e ouvir, o que quer que seja.
Compreender e discutir algumas dessas verdades incompreendidas, profundas, do universo.
Ter certeza de que o céu é um mar, a lua um navio a navegar e as estrelas, os viajantes perdidos.
Voce saberia? Você seria? Conseguiria?
Fantasmas.
Me elevam e me assombram.
Memorias de mim. Do que foi. Do que era. Ou nunca, jamais será.
Pesadelos.
De mim, comigo, sem mim. Deles.
Lagrimas.
Viajam. Rapidamente, viajam.
Do toque. O cheiro. O sorriso perdido no tempo.
Sentir.
Como um punhal cravado, sentir. Sem ti.
Posso fechar os olhos, por algum instante, me elevar. Fugir. De mim. Por mim.
Meu medo.
Anseio. O grito em silêncio.
A Súplica.
A reverência.
A Destruição.
Afaga-me as estrelas. Ilumina meu ver, transparece meu ser. Conclui minha premonição.
Não.
Nunca soube, talvez.
A espera incessante me destrói, corroi, a cada minuto uma parte de mim.
A dúvida.




Aflição.




Memórias.
Por que não? Por que não devo mais sentir?
Se é tão nobre, tão intenso e deveria ser feliz?
Bukowskando e parafraseando. Perdendo entrelinhas a razão, ganhando um pouco mais de coração a cada verso.
Sopro.
Do vento que leva, levo também a carga histórica.
Vendo beleza em qualquer Tela. Vendo sentimento em qualquer peito. Vendo me.
Espero exprimir, quando ja sei que nunca poderei. Jamais conseguirei.
Dói.

domingo, 3 de julho de 2016

Espero poder olhar para o céu e sentir em mim. O.
Talvez todo o peso que eu mesma carreguei em mim, pudesse ser guardado, esquecido, numa gaveta qualquer. Ou Talvez... nunca.
Espero Nunca me perder. Principalmente em mim.
Cada verso, cada musica, cada estrada, cada sorriso, cada garrafa, cada frase, cada noite, cada lua...
Cada uma, deixe em si. "Deixe-me sozinho, porque assim, eu viverei em paz".
Olhar para dentro dói menos que o olhar em frente. Porque em frente, o tempo só vai e vai.
Ele também.

terça-feira, 28 de junho de 2016

Quero me perder. 
Como se perder depois de tantas perdas?
Me encontro e vejo um mundo vivido. 
Vívido. 
Sombras. Luzes. Luas. Cheiros. Cheios. Cheios de vazios.
O tempo que se perde me ajuda a me perder. 
Meus restos, me mostram tudo o q já foi perdido. Pedido. 
Cicatrizes. 
Quero me perder.
Achar o que um dia já foi vida. E nada é. 

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Quando ele vem, eu sou amor.
Quando ele vai, eu sou saudade.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Primeiro tira da tua cabeça essa ideia vazia de achar que eu estou infeliz. Depois despede-te desse discurso de que quem muito escolhe acaba por ficar sozinho. Queres saber porque estou solteira?
Bom… Não quero embarcar numa viagem com alguém carregando as bagagens do passado, não quero conhecer outro mundo se ainda não consegui conhecer o meu.
Não quero magoar o coração de ninguém com as minhas incertezas, não quero falar do passado, nem lembrar dele.
Não estou machucada, não estou magoada, só que de tanta coisa que acontece na nossa vida, chega uma hora que nós nos cansamos, entendes? Não estou numa fase de sair e “tentar” dar certo, quero que dê certo mas não com alguém que nem perde sequer um segundo para me ligar e saber como estou.
Não quero investir o meu tempo com alguém que não investe o seu em mim, que não se importa e que só me magoa. Entendes? Eu estou feliz assim, para quê decepcionar-me mais uma vez?
E se eu quiser terminar de ver a minha lista de séries? E se eu quiser viajar, conhecer o mundo, aprender um novo idioma, conhecer novas pessoas, outros lugares…
Na verdade é isso que eu quero. Na verdade eu estou solteira porque eu quero mais… Eu quero alguém que não me prive de viver, que divida as suas dores, que me veja como abrigo e que me acolha com um abraço quando eu não estiver bem. Na verdade quero alguém que aumente a minha lista de séries com as suas dicas e que fique comigo num sábado à noite, no final de mês, quando o dinheiro estiver curto e eu não estiver a fim de sair. Eu quero alguém que não tenha vergonha de me assumir para os amigos e que não tenha medo do compromisso.
Não estou à espera do príncipe encantado – eu sei que é isso que tu pensas – mas e daí se ele não abrir a porta do carro para mim e não vir num cavalo branco? (risos)
E daí se ele não pagar a conta do jantar sempre que sairmos e quiser ver um filme em casa porque está sem dinheiro para sair? Eu sinceramente não me importo com isso. Não estou à espera de alguém para pagar a conta, não estou à procura de alguém para me levar para sair todos os dias, nem para me levar de carro para todo o lugar ou para me dar presentes a toda a hora.
Não quero jóias, roupas caras, perfumes caros, jantares caros, carro luxuoso. Não é isso que procuro em alguém, até porque se para ti essa é a concepção de homem perfeito (ou seja, rico), se para ti isso é o que caracteriza um príncipe, eu definitivamente prefiro sapos.
Quero alguém que eu diga: Vamos? – vamos!
Quero mais… muito mais. Quero alguém que me inclua nos seus planos, que me irrite na mesma proporção que desperta o meu amor. Que seja inteiro e intenso, não precisa ser perfeito. Quero alguém que me respeite e respeite os outros. Aliás, respeito é algo fundamental.
Eu estou solteira porque relacionamento não é tentativa, não é oportunidade, é investimento. Investimento de tempo.
Eu estou solteira porque talvez eu queira curtir essa fase sem ninguém, quero organizar a minha vida, refazer os meus planos. Eu estou solteira porque estou bem assim, porque não quero alguém para me diminuir, quero alguém que venha para somar.
Então parem com esse discurso chato de que preciso de alguém, parem de me perguntar “Credo, mas tu és tão bonita e estás sem ninguém?”, parem de querer empurrar-me para alguém, parem de dar o meu número de telefone para alguém e querer dar uma de cupido, isso é extremamente chato, acredita. Quando eu tiver interesse eu vou atrás, fica tranquilo. Pouco me importa se tu achas isso vulgar ou inadequado para uma mulher. Podes deixar que quando acontecer eu vou saber o que fazer, não precisas ficar perguntando quando é que eu vou assumir ou trocar o status nas redes sociais. Isso não te diz respeito.
Eu estou solteira porque sim, porque quero e porque estou bem assim.
Eu estou solteira porque chega uma hora em que tu te cansas de acreditar, em que tu te cansas de criar feridas e de te recompores. Estou solteira porque às vezes a gente precisa de um tempo só nosso e de não ter ninguém a ocupar o nosso pensamento, nem a travar o nosso tempo.
Se for para namorar e só brigar, viver chorando, viver magoando-se, se for para namorar para trair, para sofrer, para não ter respeito eu prefiro estar solteira. Se for para namorar para escrever textão na internet mas na verdade viver uma mentira, eu prefiro estar solteira. Se for para namorar para ter alguém pela metade, eu prefiro estar solteira. Se for para namorar para deixar de ser quem sou, ter que mudar o meu jeito, os meus gostos e não ter os meus defeitos aceites pelo outro, eu prefiro ficar solteira.
Eu estou solteira porque mereço muito e quero muito. Estou solteira porque não quero alguém que faça do meu passado um presente e dos meus erros um açoite. Não, eu não quero qualquer coisa, qualquer pessoa, qualquer sentimento, qualquer história, qualquer frio na barriga… Eu estou solteira porque não quero ninguém do meu lado pela metade, sou inteira demais para isso. E para finalizar, eu não estou a escolher, eu estou a esperar. A esperar pelo meu tempo". 


Autor desconhecido 

quinta-feira, 28 de abril de 2016

T.N.O.

Deixei a janela aberta. Há o sol. Ele veio.
Da persistência, abro a porta. Ele entra. O que o sol expande.
Me ilumina.
Me fascina.
Me eleva.
Me preenche.
Me consome.
Me protege.


Me deixa.



Fecho a porta.
Uma chuva cai. Faz lacrimejar as janelas.
Faz crescer.
Faz florescer.
Morre em mim!

terça-feira, 8 de março de 2016

E muda a estação, mais uma vez.
Trocaria esse peso por um vinho e uma dança descompassada na sala da tua casa.
Eu passo. Devaneio e tango no calor da pele. Da minha na tua.
Meu caminho, que já trilha longe do trilho, tem medo de encontrar o teu.
Encontrar por acaso o acaso forçado.
A minha arte pinta na tua cara o que não quero que veja. Meu lar é onde repousas a alma.
Meus olhos são onde tu repousas os teus e me preocupa a tua procura.
É que me perco quando tu os pousa em mim. Pousa o brilho dos teus na insuficiência dos meus. E me faço espelho quando você sorri.
Sufoca me o apreço que sinto.